quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sondagem
Mary Tacyana
segunda-feira, 7 de julho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
O que penso sobre o ensino das artes visuais e o que sei sobre sua história.

Penso que é fundamental no ensino da arte o conhecimento e a vivência, experimentar fazer, levar o jovem a familiarizar-se com as diversas linguagens artísticas; levá-lo à fruição estética, ou seja, a aprender a apreciar, o que amplia seu horizonte cultural, aguça a sua sensibilidade, humaniza-o e, sobretudo, permite ao jovem o acesso a bens culturais aos quais tem direito como cidadão.
A arte não pode ser um patrimônio de poucos, não pode ser elitista, daí a importância do ensino da arte na escola para democratizá-la. Gostaria muito de fazer a minha parte para que isso seja possível: arte para todos.
O ensino da arte não deve ser confundido com o ensino de técnicas, mas deve visar a uma compreensão histórico-cultural do fenômeno artístico. Aprender, portanto, não só a apreciar, mas a respeitar e valorizar a diversidade cultural, sabendo contextualizar.
Sobre a história do ensino das artes visuais, meu conhecimento ainda é muito incipiente. Estou começando a construí-lo a partir das aulas do curso e de pesquisas.
O que sei é que, no Brasil, o ensino das artes, em certo período, privilegiou a técnica e a habilidade. Com a implantação da Academia Imperial de Belas Artes e com a vinda da missão artística francesa, que trouxe grandes nomes da Europa na área de artes, havia uma divisão do ensino em Artes Mecânicas (para o povo); e Belas Artes (para a elite). Essa divisão social, bastante acentuada no séc. XIX, persiste até hoje de outras formas.
No fim do séc. XIX e começo do séc. XX, com o início da industrialização, o ensino da arte recebeu a denominação de Ensino do Desenho. A concepção de ensino, nesse período, era inspirada nos princípios positivistas e liberais, com o objetivo de desenvolver o raciocínio, a técnica e a ciência, preparando o aluno para o trabalho.
No período da Escola Nova, a criança não era mais considerada um adulto em miniatura, passando a ser valorizada em seu próprio contexto e a arte passa a ser compreendida como expressão e criatividade.
Posteriormente, na fase da disciplina Educação Artística, a partir de 1971, o ensino da arte na escola é concebido como atividade. A partir da formulação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), em 1997 e 1998, são feitas reflexões sobre a função da arte na educação e são propostos novos paradigmas: produzir, apreciar e contextualizar a arte. A proposta contemporânea para o ensino da arte envolve, portanto, a criação (o fazer artístico); a leitura da obra de arte e a contextualização.
VERA LUNA
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O que sei sobre o Ensino das Artes Visuais

ENSINO DAS ARTES VISUAIS, O QUE PENSO SOBRE O ASSUNTO? O QUE SEI SOBRE SUA HISTÓRIA?
Penso que o ensino das artes visuais é extremamente necessário de não deveria acabar junto com o ensino fundamental. Acho que os interesses pelas artes em geral seria ampliado e mais difundido se a mesma (arte) constasse na grade curricular até o ensino médio. Obviamente não seria vista da mesma forma que vemos na quinta série, mas de uma forma mais aprofundada misturando teoria e prática. Com aulas dinâmicas e de campo, como para exposições e ateliês.
Não sei muito sobre a história do ensino das Artes Visuais, pois ainda não tinha tido curiosidade de pesquisar sobre o assunto, mas agora pretendo, é só ter um tempinho.
A única experiência que tive com ensino das artes foi quando estava no ensino fundamental. Até a quinta série, via artes visuais como educação artística no Sesquicentenário, com aulas práticas e pesquisas sobre os principais artistas mundiais. Na sexta série tive aulas de bordado, como diciplina de artes, no João XXIII. Na sétima e oitava tive aulas de artes usando um livro didático e aulas práticas.
Thaís Behar x}
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Sobre o Ensino das Artes Visuais

Essa maravilha de mulher que está ao meu lado é Geninha Borges!
Ela é uma das maiores atrizes do teatro brasileiro. Começou a atuar no início da década de 40. É considerada fundadora do Teatro de Amadores de Pernambuco.
Minha homenagem a você, Geninha!
Sandra Valéria
Na tentativa de escrever algo, acabei mergulhando no meu passado e lembrei-me das maravilhosas aulas de Educação Artística. Eram realizadas apenas uma vez por semana, mas eram as mais esperadas. Fazíamos várias coisas: pintura, desenhos, trabalhos com papel, gesso, madeira, tecido etc. Tudo era tão bom, tão natural! E eu pensava que fosse assim – somente para divertir, estimular a criatividade e a coordenação motora.
Contudo, agora, lembro-me das aulas do curso de Licenciatura em História e das infindáveis discussões sobre a Arte – a sua importância para o homem e a tentativa deste controlá-la. Bom, controlar a Arte? Se por um lado as elites a transformava em artigo de luxo, sinônimo de uma boa educação, por outro lado ela, a Arte, se deixava transformar: em “Dama da Noite” (para acompanhar os poetas, os músicos e os cantores); em alto-falantes (para comunicar, espalhar notícias, idéias e fazer denúncias); em humildade (participando do dia a dia do povo, ganhando o nome de Arte Popular).
O que eu poderia dizer sobre o ensino das Artes Visuais? – percebi algo bastante curioso. Pelo que vimos na primeira aula, o ensino das Artes teve vários nomes. Eu acredito que essas mudanças ocorreram quando havia uma nova concepção sobre o que era a Arte, ou quando “alguém” decidia o que era importante ensinar nas escolas. Pelo menos no caso do Brasil.
Atualmente falam que o ensino das Artes está diferente, que há uma maior consciência da sua importância para a sociedade. Não sei até que ponto chegou essa mudança de consciência. É só fazer uma visita às escolas públicas. Já ensinei em uma no Recife/PE. A grande maioria está sucateada. Como os professores podem ensinar sem recursos? Às vezes a “consciência” só aparece no âmbito acadêmico. E o que pensam os governantes? Acredito que ainda vêem as Artes como artigo de luxo ou, para os “mais inteligentes”, como armas perigosas que podem ser usadas contra eles mesmos.
Fica, assim, o desafio para nós - novos alunos da Licenciatura em Artes Visuais!terça-feira, 3 de junho de 2008
Respondendo a pergunta do Professor Erinaldo ( Ensino das Artes Visuais : o que penso sobre o assunto? O que sei sobre o assunto?), acredito que o ensino das artes visuais deve ser uma tarefa interessante não só para o professor, mas também para o aluno pois a criatividade deste é estimulada para produção de trabalhos artísticos. Imagino que um aluno deve achar bem mais interessante uma aula de Artes Visuais do que , por exemplo, uma aula de física. Não quero aqui desmerecer nenhuma disciplina, mas expor de maneira orientada e produtiva trabalhos de ordem subjetiva e plástica deve ter uma fluição maior do que conseguir decorar e aplicar fórmulas.
Sei muito pouco sobre o Ensino das Artes Visuais. Não tenho prática nenhuma em sala de aula e nunca passei por uma experiência similar. O pouco que sei sobre o questionamento está relacionado a experiência vivida na época da escola, onde a professora , de modo bem liberal, nos oferecia opções para a escolha da confecção de determinado trabalho manual a ser efetivado em sala de aula.
sábado, 31 de maio de 2008

A respeito do ensino das artes penso nela como uma arma, uma vez que a arte é um mecanismo de transformação universal! É ensinar como enxergar o mundo e sentir a sua sinestesia (sem fazer uma visão romântica, notando a atual época)!
"Temos a arte para que a verdade não nos destrua" (Nietzsche).
Sobre a história do Ensino das Artes Visuais relembro as Escolinhas de Artes, legado deixado por Noêmia Varela e col. das quais só restam as de Recife e Rio de Janeiro. Isso só para ressaltar que para chegar onde estamos (e ainda falta muito), foi muito penoso o caminho trilhado... e para chegar onde o ensino da arte merece estar precisamos ser perseverantes e acreditar na arte e no seu potencial de transformação.
A propósito. A figura é um dos meus trabalhos de uma coleção exposta no "Artes Postais" do SESC. Técnica mista (aquarela e nanquim).
Por Beto Câmara
Um caminho ao mundo das artes...

O ensino das artes visuais, em meu sentir, revela-se como essencial na formação do indivíduo em todos os níveis de escolaridade, iniciando-se no ensino básico.
Além do indiscutível incentivo na formação de futuros artistas, nos mais diversos campos das artes visuais (pintura, desenho, fotografia, cinema, cerâmica etc.), tal disciplina apresenta um indubitável estímulo sócio-cultural que poderá implicar em grandiosos benefícios diretos noutros ramos de atuação (a exemplo da arquitetura e designer de interiores), não olvidando, de tal sorte, das contribuições indiretas em todos os aspectos da vida do ser, ante o intelectualismo que se amolda, indene de dúvidas, ao mundo das artes visuais.
A despeito do entendimento de alguns que não vêem um imperioso grau de importância em tal disciplina, entendo inequivocamente essencial o estímulo à propagação do ensino das artes visuais.
Quanto à história do ensino das artes visuais, confesso que a única informação que tenho consolidada, até então, se trata dos nomes que a disciplina “artes” recebeu ao longo da história, a saber: artes e ofícios, ensino do desenho, trabalhos manuais, artes aplicadas, educação pela arte, artes industriais, educação artística e arte educação.





