
Resolvi fazer uma brincadeira com a definição de Sandra sobre o Professor "Mil e uma utilidades" !
Karlene Braga

Passeei pelo blog para ler o que havia sido postado sobre Arte Educador e sobre Professor de Educação Artística. Também pesquisei na internet, mas o que achei mais interessante foi a definição de Sandra - mil e uma utilidades!
Na verdade, era exatamente isso. O professor de Educação Artística era um profissional com conhecimento superficial nas três áreas artísticas ( Artes Plásticas, Música e Cênicas) sendo propagador dessa superficialidade. Como não existia proposta educacional definida, o senso crítico dos alunos também não era despertado. Na verdade, o que importava não era o projeto artístico, mas o processo. O professor ficava em sala esperando que os alunos exteriorizassem a arte, sem haver uma provocação ou conduta didática que os orientasse e a suas produções. O desenho de Antonio, O Pato Professor, acaba por sintetizar isso: o professor fazia tudo, mas tudo mal! E essa atitude deixava o aluno perdido e pouco explorado.
Já a função do Arte Educador parece ser bem diferente. Ele concebe a arte como resultado de exercícios constantes e não apenas como um dom especial em busca pelo desenvolvimento criativo do aluno. Baseado na necessidade desse desenvolvimento acaba colocando seus alunos em contato com outras obras de arte para que sejam capazes de desenvolver seu senso crítico e no futuro caminhar com suas pernas, elaborando suas próprias concepções.
Às vezes vejo ou leio alguns profissionais de arte-educação reclamando que não são respeitados pelos colegas de profissão das demais disciplinas. Não tenho experiência para explicar mas depois desse esclarecimento sobre o que foi o professor de Educação Artística, vejo que o problema pode ter sido gerado aqui. Como as aulas não eram muito fundamentadas, podem ter passado para os colegas a impressão de enrolões ou boas-vidas.
Karlene BragaQual a diferença entre um professor de educação artística e um arte-educador?
A diferença é simples, porém nem sempre percebida.
O professor de educação artística é o profissional que ensina o básico das várias vertentes da arte (dança, teatro, artes visuais, música), sem ter uma proposta educacional definida. Concebe a arte como um dom, o que, muitas vezes, limita os alunos em sala de aula, pois não desenvolve um senso crítico para que os mesmos possam se auto-avaliar habilidosos ou não.
Já o arte-educador procura ampliar os horizontes dos alunos e seu senso crítico, além de contextualizar a arte para que os alunos a entendam no seu mundo, para que os mesmos aprendam a ver a arte ao seu redor. O profissional dessa área procura desenvolver a criatividade do alunado levando- o a uma idéia de que a arte não é só expressão de sentimento, muito menos um dom. Concebe a idéia de que a arte é estudo e exercício contínuo.
Thaís Behar

Texto elaborado por adriana da Silva Nascimento e uma das imagem foi retirada do site www.contosdaescola.net/quem-quer-ser-professor/

O professor de educação artística é aquela coisa bem multiuso: pinta, desenha, corta, cola, costura, toca violão, gaita, flauta, dança, canta, sem contar que ainda dirige as peças da Paixão de Cristo todo ano. Essa lista enorme de atividades é o que chamam de polivalência, uma ‘coisa’ sem especificação, que acaba prejudicando o desenvolvimento do aluno, pois não tem uma proposta educacional exata, impossibilitando os coitadinhos dos alunos de terem conhecimentos específicos sobre a arte, vendo de tudo e sem conhecer nada.
Já o arte-educador tem uma preocupação maior com essa especificidade da arte, ensinando a arte como tem que ser ensinada, com uma proposta educacional mais correta, desenvolvendo o senso crítico do aluno, fazendo contextualizações entre o aluno e o ambiente (colégio, casa, rua...) e fazendo o mesmo usar a inteligência ao invés de usar somente papel colorido, cola e tesoura sem pontas.
Por Danielle Costa
Fonte da imagem: http://populo.weblog.com.pt/arquivo/2005/10/ensino_a_parte_1Carlos Nazareno Pereira de Oliveira