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quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Reinado do Sol

De forma majestosa, Flávio Roberto Tavares de Melo, artista paraibano, concebeu a obra O Reinado do Sol, que ficará exposta no hall de entrada do auditório da Estação Ciência, Artes e Cultura, na capital paraibana.

A obra abriga a história da cidade, desde a chegada da Nau até os tempos atuais, representando fielmente personalidades da cultura da cidade. Além de celebridades como Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna e José Lins do Rêgo, que são conhecidas por seus trabalhos intelectuais e culturais, também são homenageados personagens “folclóricos” da cidade, como Caixa D´água – de paletó branco e maleta - e Vassoura – em cima de um cavalo, com a bandeira brasileira.

A obra simétrica e bem dividida, trás a grandiosidade egípcia, uma tela de, se não me engano, 3m x 12m. Bem ao centro está o sol, sempre valorizado quando falamos da capital nossa capital – ponto mais oriental das Américas -, do lado esquerdo é representada a parte mais litorânea da cidade, com a ponta do cabo branco e do lado direito a representação do centro da cidade, com o Rio Sanhauá. Aspectos da arquitetura local também são apresentados na tela de Flávio Tavares, como a Igreja São Francisco e o casarão da Fazenda Boi Só.

A forma como a obra foi elaborada, lembra bem o ideal grego da busca do belo, em apenas três meses, o artista conseguiu fazer esboços e pintar magnificamente uma tela do tamanho de um outdoor, e ficou fenomenal. O detalhamento dos rostos, dos mais distantes aos mais próximos, dos mais conhecidos aos anônimos foi perfeitamente elaborado e executado, de forma que, mesmo sendo personagens meramente figurativos, achamos que é alguém conhecido.

Vendo de um aspecto geral, a obra O Reinado do Sol, é uma alegoria a toda a história da cidade, passando pelos índios – ressaltando o conflito homem-animal -, pela parte religiosa até a parte profana, apresentando personagens locais, arquitetura, cultura. É um rico atlas da capital paraibana.


Thaís Behar

terça-feira, 15 de julho de 2008

Flor de Cerejeira no Parque Ibirapuera


Bom gente, acho que por hoje tá bom. O sono tá grande aqui.
Até amanhã x}

Thaís Behar

domingo, 13 de julho de 2008

O REINADO DO SOL: DESCREVENDO O INDESCRITÍVEL


O REINADO DO SOL: DESCREVENDO O INDESCRITÍVEL


Flávio Roberto Tavares de Melo, artista nascido na capital paraibana, é o autor da brilhante obra “O Reinado do Sol”, exposto no hall de entrada do auditório da Estação Ciência, Artes e Cultura localizada no Município de João Pessoa – PB.

Difícil descrever algo tão belo. E tal beleza, cumpre ressaltar, remete-me ao berço da busca pela perfeição artística, emanada da Grécia Antiga.

Desta feita, considerando a indelével dificuldade de descrever algo tão complexamente belo, prefiro reportar o texto, doravante, à primeira pessoa, eis que terei, certamente, maior facilidade para exteriorizar a imagem que se encontra eternizada em minha mente desde a primeira vez que a vi, na visita realizada em 10 de julho de 2008 na aula de História da Arte I, ministrada pelo brilhante Silvino Espínola, professor da Universidade Federal da Paraíba.

Entrei no auditório da Estação Ciência e a obra, em minha frente, causou-me, de logo, um grandioso impacto. Antes mesmo de passar a refletir sobre a mesma, escuto as vozes de 02 (dois) senhores que se encontravam ao meu lado. Não olhei para os mesmos, eis que a tela de Flávio Tavares tomava, naquele momento, toda a minha atenção. Ouvi, de repente, o seguinte e curto diálogo:

- Esse quadro ta representando o quê?

- Não sei. Só sei que tem de tudo aí!

Pensei comigo mesmo: ele está correto! A despeito da aparente falta de conhecimento artístico, histórico e cultural, o não identificado indivíduo estava coberto de razão. Realmente, tinha de tudo ali!

Um misto de história e fantasia.

A grande Nau, no centro do Reinado do Sol, sob a capitania do mestre Ariano Suassuna. Eventos culturais festivos (a exemplo dos carnavais e das danças indígenas). Exploração colonizadora ao lado da pregação religiosa jesuítica. Índios em momentos de sofrimento e paz. Diversas personalidades ligadas à cultura e à história: José Lins do Rego, Augusto dos Anjos, Vassoura (Isabel Bandeira) montada em seu cavalo branco, Manuel Caixa D’água caminhando em ruas com climas boêmios, dentre outros. Um banquete antropofágico, alusão ao grandioso Oswald de Andrade. Ênfase no verde das árvores e matas. Presença da fauna. Evidencia do religioso. Pontos históricos eternizados (Ponto Mais Oriental das Américas, Lagoa do Parque Solon de Lucena, Casa da Fazenda Boi Só, Igreja São Francisco e outros mais). Cavaleiros apocalípticos, dragões cuspindo fogo e anjos com lança.

Tudo retratado com imperiosa poética e lirismo em óleo sobre tela dividida em 05 (cinco) blocos, totalizando 09 (nove) metros de comprimento e 03 (três) metros de altura, emanados de inúmeros esboços que também puderam ser vislumbrados noutro ponto da Estação Ciência, Cultura e Arte.

Grandiosidade egípcia aliada ao belo grego.

Ah! Eu não podia esquecer de mencionar, ao final, que também vi uma belíssima obra do arquiteto Oscar Niemayer. Mas o quadro de Flávio Tavares...
Parabéns, Flávio Tavares!
Carlos Nazareno Pereira de Oliveira

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ESTAÇÃO CIÊNCIA, CULTURA E ARTES


Para quem achava que a Estação Ciência seria mais um projeto que não sairia do papel, se enganou.

Projetada pelo grande arquiteto Oscar Niemyer, a Estação Ciência ganha formas concretas (e que formas!) e será inaugurada essa semana, dia 3 de julho de 2008.

Localizada no Cabo Branco, em uma área privilegiadíssima da capital, a estação concentra mais de 8.571 metros quadrados de área construída, com uma estação científica, auditório, anfiteatro, hall de exposições, restaurante, café, lojinha de souvenires e um terraço panorâmico que nos permite apreciar o belo visual da natureza ao redor.

A iniciativa de construir a Estação foi do Governo Municipal, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de ampliar os conhecimentos e desenvolver a educação junto com a cultura e arte, beneficiando toda a população de João Pessoa e de todo o estado, principalmente os 65 mil alunos da rede municipal.

A inauguração acontecerá no dia 03 de julho (quinta-feira), a partir das 17:00h, com diversas atrações entre apresentações de grupos folclóricos, exposições e um show com o cantor mineiro Beto Guedes.

Deixo aqui meus parabens pela iniciativa do Governo Municipal e pela conclusão da obra, porque de nada adianta fazer projetos e mais projetos, sem colocar ao menos um em prática.


Imagem:
wscom

texto:
Danielle Costa



Por Danielle Costa