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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Desabafo contra criticas ao Curso de Artes da UFPB

Acabo de ver essa matéria que saiu no Jornal O Norte e estou postando aqui para que vocês tenham acesso. É um desabafo sobre as críticas ao curso de Artes na Paraíba, bem fundamentado, citando nomes de alguns professores nossos , bem preparados, como Erinaldo e Rosilda. Só não gostei do modo como o NAC foi citado. Leiam para que tirem suas próprias conclusões !

Jornal O Norte - Show
via jornal.onorte.com.br on 8/11/08

UFPB: três décadas de ensino de Arte



Gabriel Bechara Filho, Professor e Crítico de Arte


A Licenciatura em Educação Artística da UFPB foi fundada por uma educadora nacionalmente conhecida e respeitada, a falecida professora Laís Aderne Gabriel Bechara Filho Professor e Crítico de Arte
O exercício da crítica jornalística nem sempre é popular, não apenas porque os leitores algumas vezes são refratários à re-avaliações, como também pela falta de isenção em que essas críticas algumas vezes se revestem. A imparcialidade é, por conseguinte, um atributo indispensável para a credibilidade de um texto crítico que pode, eventualmente, comprometer o veículo de comunicação que o veicula quando essa qualidade está ausente, principalmente se o texto não é produto de colaboradores, mas faz parte do corpo de colunistas permanente de um jornal.
Recentemente, foi publicado na imprensa paraibana um artigo que qualificava, literalmente, o Curso de Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que há muitos anos é coordenado pelo professor Vanildo Mousinho, como "um quase zero a esquerda", supostamente por não ter formado artistas de valor, ao longo dos anos. Julgamos ser essa uma opinião falha, pois desconsidera nomes importantes e variados de artistas que estudaram no referido curso, como Martinho Patrício, Maria Helena Mousinho, Chico Dantas, Fred Svendsen, José Pagano, Clóvis Jr., Rose Catão e mais recentemente, Sidney Azevedo, isso sem falar naqueles artistas plásticos que freqüentaram com assiduidade o atelier de gravura do ex-professor Hermano José e de lá se lançaram no circuito nacional, como Walter Wagner. Não estou falando, no entanto, de simples artistas provincianos, mas de alguns nomes que circulam nacionalmente e internacionalmente em várias mostras importantes.
A Licenciatura em Educação Artística da UFPB foi fundado por uma educadora nacionalmente conhecida e respeitada, a falecida professora Laís Aderne, profissional cujos méritos de seu trabalho na Paraíba foram, imediatamente, reconhecidos pela UNB para onde se transferiu depois.
O curso de Artes da UFPB até hoje não é um bacharelado, mas uma licenciatura, comprometido, principalmente, com a formação de professores do ensino do primeiro e segundo graus. Apesar de haver um projeto futuro para a criação de um bacharelado, o que sempre lutei para isso, a meta principal é formar professores e não artistas.
Esse compromisso pedagógico sempre esteve presente também nos numerosos cursos de capacitação docente coordenados, no passado, pela professora Gislene Gentil e por mim, no Programa de Reciclagem em Educação Artística e no Projeto Arte na Escola sob a coordenação do doutor Erinaldo Alves e por mim também. Trabalhos importantes de pesquisa pedagógica acompanhando o desempenho das redes públicas foram monitorados pela doutora Maura Pena e hoje estão sendo estudados pelo professor Erinaldo Alves junto a Coordenação do Curso de Artes Visuais. O Departamento de Artes da UFPB participou, em mais de uma ocasião, através do seu corpo docente, assessorando as secretarias de Educação do Estado e do Município de João Pessoa quanto ao perfil didático-pedagógico do ensino de arte nas escolas.O objetivo para o qual ele foi criado vem sendo cumprido , portanto, com grande responsabilidade, principalmente no acompanhamento permanente dos profissionais que dele saem.
Mas não só professores e artistas o curso formou, de lá saíram também técnicos atuantes como Fernanda Svendsen, da Funjope, além da empreendedora marchand Rosely Garcia, o competente restaurador Otávio Maia e o crítico de arte e curador Eudes Rocha, recentemente convidado pela Prefeitura para inaugurar a Estação Ciência com uma curadoria sua.
É bom lembrar que lecionaram no curso os críticos Paulo Sérgio Duarte e Jomard Muniz de Brito, os pintores Sebastião Pedrosa, Raul Córdula, Hermano José, a gravadora Teresa Carmem, a ceramista Marília Dias, o escultor João Batista, e hoje ainda conta no quadro permanente com nomes como os dos artistas Rosilda Sá, Maria Helena Mousinho, Alberto Lucena Jr., Francisco Pereira e Breno Matos . O Compromisso com o ensino e a arte contemporânea sempre esteve presente, a menos que desconsideremos o trabalho de longos anos da maioria desses profissionais citados.
Na minha gestão no NAC, entre 1995 a 97, todas as exposições de arte contemporânea eram apresentadas aos alunos de Educação Artística, sendo também todos os monitores das exposições convocados do próprio curso. A título de exemplo, a exposição histórica sobre o "Centro de Artes Plásticas da Paraíba" com obras de Lyra, Olívio Pinto, Hermano José e Ivan Freitas, entre outros, que recebeu o prêmio de melhor exposição do ano, foi produto de um trabalho de pesquisa de dois semestres com 20 alunos que catalogaram mais de 200 obras dispersas dos anos 40 e 50, no Rio de Janeiro, Recife, Natal e João Pessoa e entrevistaram vários artistas em Olinda , Rio de Janeiro e João Pessoa.
Montamos no Projeto Arte na Escola, em parceria com o NAC, a primeira e melhor videoteca de arte do Nordeste, enquanto a ex- professora Rosires Carvalho mantinha durante sete anos um projeto de altíssimo nível no Centro Cultural de S. Francisco com monitores-alunos do curso de Educação Artística, integrando a produção nacional que lá se expunha, tanto com o ensino universitário como o das escolas municipais e estaduais da capital.
O NAC acolheu inúmeras vezes, no passado, principalmente na operosa gestão do professor Alfonso Bernal, várias mostras de alunos do curso de Educação Artística que ao lado de artistas consagrados como Flávio Tavares, Marlene Almeida, Hermano José, Chico Dantas, Fred Svendsen, Sérgio Lucena, Miguel dos Santos, Walter Wagner e José Pagano expuseram os seus trabalhos saídos da brilhante oficina de litogravura. Ainda nessa gestão, passou pelo NAC a importante pesquisadora e artista gaúcha Diana Domingues que de forma pioneira introduziu as discussões sobre arte e tecnologia na Paraíba, nos idos dos anos 90, antes mesmo dela se tornar uma referência nacional sobre o assunto. Esse curso sobre Arte e Novas Mídias como outros de extensão do NAC eram dirigidos, principalmente, para os alunos do Curso de Educação Artística quando a integração passou a ser mais efetiva a partir da gestão do professor Alfonso Bernal.
O NAC também recebeu, nesse período, três edições da coletiva "Abismos" do professor Jomard Muniz de Brito onde a produção de alunos do curso de Educação Artística dialogava junto à produção artística contemporânea de João Pessoa e do Recife, com grande repercussão no meio artístico de João Pessoa.
Por outro lado, a Pinacoteca da UFPB foi criada em 1989 pelo professor e artista plástico Hermano José para realizar esse integração entre a produção dos alunos e a circuito artístico. Foi lá que Martinho Patrício realizou, ainda como aluno do curso, em 1990, a sua primeira individual que se transformou na matriz do seu trabalho futuro até se qualificar hoje como um dos mais importantes artistas contemporâneos do Nordeste,conhecido nacionalmente.
Desde então, sucessivas exposições de alunos foram realizadas também pela professora doutora Lívia Matos tanto na Pinacoteca como no NAC, durante a sua gestão.
Mas um alerta precisa ser feito: A critica de arte hoje pressupõe um conhecimento especializado de teoria e história da arte que o diletantismo de alguns artistas não tem alcance para atingir. Não por acaso alguns dos maiores curadores nacionais como o professor Tadeu Chiarelli, o professor Cochiaralli e o professor Agnaldo Farias, só para citar alguns dos mais importantes, tem todos PHD com larga experiência e titulação além de atuarem como docentes na Universidade. Eles fazem uma critica objetiva, academicamente fundamentada, como se realiza na maior parte do mundo e desprovida de paixões, diletantismo ou viés tendencioso a serviço de grupúsculos de artistas, como não raro encontramos por aqui. Essa é uma tendência internacional em que curadorias e a critica de arte é função de especialistas com titulação e madura passagem pela Universidade. Os catálogos dos principais museus de arte da Europa e dos EUA, onde a qualificação universitária é condição básica para ser acolhido por essas instituições, é a maior prova disso. Numa Paraíba ainda semi-agrária, no entanto, onde os laços de amizade se sobrepõem a esses critérios, toda boçalidade é permitida, todo o atrevimento é tolerado, todo o "arrumadinho" é aceito, sem questionamento vindo de profissionais que até mesmo, sequer o curso de graduação possuem.
Hoje o Departamento de Artes Visuais tem um corpo docente com vários doutores e inúmeros mestres. Já se prepara para lançar o Mestrado em Artes em parceria com a UFPE e a UFBA, instituições que não dariam o aval ao nosso departamento se não percebessem a seriedade como a Universidade Federal da Paraíba encara a formação artística.
É verdade que o NAC hoje está em condição lamentável de manutenção, de onde os artistas fogem e para onde só alunos se habilitam expor, apesar do esforço meritório dos jovens professores iniciantes ao organizarem mostras de final de curso, o que sempre foi uma práxis em nosso curso. Mas o atual reitorado se prepara para construir um prédio próprio para atividades artísticas de extensão no Campus Universitário, onde a Pinacoteca da UFPB que tem um dos melhores acervos de arte paraibana, terá sede definitiva. Esse é o produto de décadas de esforço coletivo cujos méritos devem ser repartidos por todos os que fizeram e fazem o Curso de Educação Artística e o novo curso de Artes Visuais.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Lowenfeld

"Viktor Lowenfeld e Lambert Brittain - Desenvolvimento da Capacidade Criadora


Qualquer professor deveria ler este livro. L. e B. apresentam aqui os motivos e importância da expressão artística para o desenvolvimento das capacidades intelectuais das crianças e jovens.Na verdade o currículo é uma chatice e as crianças perdem a sua criatividade com a quantidade de coisas que têm que aprender (decorar) e que não lhes serve para nada e pior ainda, não aplicam os conhecimentos no concreto das suas necessidades, o exercício intelectual.
Numa das primeiras partes do livro L. e B. falam-nos do significado da arte para as crianças. Eles consideram que "A criança é um ser dinâmico; para ela, arte é uma comunicação de pensamento. Vê o mundo de forma diferente daquela como o representa e, enquanto desenvolve, sua expressão muda." por isso a interferência do adulto na expressão artística da criança deverá ser reflectida. "O entusiasmo de alguns professores, pela a maneira intuitiva como as crianças pintam, leva-os a impor-lhes seus próprios esquemas de cores, de proporções e da maneira de pintar. Desta discrepância entre o gosto adulto e o modo como a criança se expressa surge a maioria das dificuldades que impedem as crianças de usar a arte como verdadeiro meio de auto expressão." L. e B. dão ênfase ao processo "O importante é o processo da criança - o seu pensamento, os seus sentimentos, as suas percepções, em suma, as suas reacções ao seu ambiente." Õ professor tem o papel de criar situações estimulantes para um desenvolvimento criativo, tendo em conta que "Cada criança revela seus interesses, sua capacidade, seus recursos e seu envolvimento na arte, embora isso, em alguns casos, tenha poucas relações com a "beleza"."
L e B analisam os vários estádios de desenvolvimento criativo, foco-me naquele que é a das crianças da idade do 2º ciclo - "O alvorecer do realismo: a idade da "turma"". Onde uma série de características do traço são comuns e persistentes nesta idade e seus significados - "O significado da Cor" "O significado do espaço" "O significado do traçado". Apresentam também variadas temáticas a trabalhar com as crianças desta idade para estimular a expressão artística. Consideram eles que é importante encorajar o trabalho de grupo e a cooperação entre os alunos.L. e B. consideram a arte fundamental no desenvolvimento das crianças, dado que esta é uma forma da criança ter consciência de si própria e que " A educação artística pode proporcionar a oportunidade de aumentar a capacidade de acção, de experiência, de redefinição e a estabilidade que é necessária numa sociedade cheia de mudanças, de tensões e incertezas."Nesta perspectiva considero que é importante a vivência artística das crianças, fazendo acontecer situações que colocam a criança a expressar-se e a manipular materiais artísticos variados. No entanto acho pouco importante uma exigência técnica na manipulação de materiais e de acordo com as metodologias propostas por L. e B. permitir o diálogo sobre os processos e sentimentos. "


Por Beto Câmara

Educação pela Arte

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". (Guimarães Rosa)



"Não se pode falar de educação sem amor". (Paulo Freire)



"Na minha opinião, existem dois tipos principais de justificações para o ensino da arte. O primeiro tipo sublinha as consequências instrumentais da arte no trabalho e utiliza as necessidades concretas dos estudantes ou da sociedade como base principal para confirmar os seus objectivos. Este tipo de justificação denomina-se contextualista. O segundo tipo de justificação destaca o tipo de contribuição à experiência e ao conhecimento humanos que só a arte pode oferecer; acentua o que a arte tem de próprio e único. Este tipo de justificação denomina-se essencialista ." Elliot W. Eisner, "Educating artistic vision"



"O objectivo da educação pode ser apenas o de desenvolver, ao mesmo tempo que a singularidade, a consciência social ou a reciprocidade do indivíduo." Herbert Read, "A educação


pela arte"





http://anabelamgb.googlepages.com/apresentação





Ficaria repetitivo (re) falar sobre o que vimos nas aulas... preferi expor um resumo da vida de Herbert Read extraído do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Read





Herbert Read
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Herbert Read, em foto de Roloff Beny (1958)

Sir Herbert Edward Read (Kirkbymoorside, North Yorkshire, 4 de dezembro de 1893 — Malton, North Yorkshire, 12 de junho de 1968) foi um poeta anarquista e crítico de arte e de literatura britânico. Foi nomeado cavaleiro em 1953. Obteve o Prêmio Erasmo em 1966.
Foi criado numa fazenda e serviu como oficial na Primeira Guerra Mundial. A infância e a guerra foram temas freqüentes nas poesias que publicou, a partir da sua estréia com Guerreiros nus, em 1919. Após a guerra, trabalhou na curadoria do Victoria and Albert Museum, em Londres. Em 1931 e 1932 lecionou na Universidade de Edimburgo. De 1933 a 1939, foi editor da revista Burlington Magazine.
Crítico dos mais conceituados entre as décadas de 1930 e 1950, e expoente do movimento de educação pela arte, Herbert Read impôs-se por seu espírito democrático e humanístico, tanto no campo da estética quanto em pedagogia, sociologia e filosofia política.
Escreveu mais de mil obras sobre diferentes áreas do pensamento. Entre seus ensaios, destacam-se O significado da arte (1931), A forma na poesia moderna (1932) e Educação pela arte (1943).

Por Beto Câmara

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Rodolfo Bernardelli - Santo Estevão


"E ver a Justiça junto à Liberdade,
trôpega e em risos, soltando as amarras
até não haver dor ou povos oprimidos."

SONETO À LIBERDADE
(André L. Soares)


Pinacoteca, São Paulo.

Thaís Behar

Arte na rua (sp)




Postado por: Thaís Behar

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Escola da Ponte e suas filhas....

Parece impossível variar certas tradições quando o sistema de ensino se adapta a não aceitar de forma positiva algumas mudanças! Em alguns casos observamos escolas de ensino tradicionalista engessadas no antigo sistema de educação, com métodos antigos e até mesmo, em alguns casos, obsoletos. Temos na Paraíba algumas escolas que tentam transformar esse quadro, mas ainda são poucos porque esta mudança tende a partir do próprio educador na maioria dos casos. Mas no caso da Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves em Portugal, vem quebrando com vários paradigmas da antiquada educação tradicionalista.
Uma escola sem salas de aula que organiza o ensino por áreas de interesse onde desenvolvem programas de trabalho, avaliam o que aprendem e formam novos grupos.
“Quando percebemos que precisávamos mais de interrogações que de certezas, definimos como objetivos: concretizar uma efetiva diversificação das aprendizagens tendo por referência uma política de direitos humanos que garantisse as mesmas oportunidades educacionais e de realização pessoal para todos; promover a autonomia e a solidariedade; intensificar a cooperação. Consideramos indispensável alterar a organização da escola, interrogar práticas educativas dominantes. E, pelo caminho, encontramos amigos e companheiros (ainda que já desaparecidos como Paulo Freire, Piaget, Dewey, Montessori, Ferrer, Neil, Carl Rogers, Vigotsky, Stenhouse, Agostinho da Silva, Rudolph Steiner, Freinet, e muitos outros).” José Pachecom em entrevista para http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2132&cd_materia=1123
Este modelo de escola se expandiu por Portugal e alguns países. No Brasil, a exemplo desta, temos a Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, localizada em São Paulo como segue a entrevista no site a seguir:
http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC1047381-2216,00.html
Por Beto Câmara

terça-feira, 15 de julho de 2008

Exposição no NAC!!!


Um momento muito especial!
Postado por: Sandra Valéria

"...Um poeta é sempre irmão do vento e da água..."
Discurso - Cecília Meireles


Instalação em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa, Banco Real.

Thaís Behar

Essa instalação estava na Pinacoteca, mas eu esqueci de anotar o nome do autor. Eu achei tão interessante que fiquei olhando por um tempão e acabei esquecendo xT
As pessoas não podiam entrar, nem passar muito perto, ficava numa área meio isolada. A foto do detalhe foi tirada com zoom xD

Thaís Behar
Sofu Teshigahara - Sem título, 1954

Essa é só pra descontrair xD
Thaís Behar

Pictures of Junk


Pictures of Junk: Atalanta and Hippomenes after Guido Reni, 2006 - Vik Muniz

Esse quadro é perfeito! Eu não consegui descobrir ao certo se é uma foto ou algum tipo de pintura. Mas, acho que é foto. As imagens são feitas num ferro velho, sendo as pessoas o chão e o resto da obra materiais do local. Lembrei bem da história do "vazio" da aula de desenho.
Tirei uma foto mais próxima pra dar pra ver o detalhe.

Thaís Behar

O Sal da Terra

O Sal da Terra (Alegoria da Paisagem da Montanha de Gaspar David Friedrich, 1810), 2008 - Nair Kremer

Essa imagem fazia parte de outra exposição no Ibirapuera, no MAC (Museu de Arte Contemporânea).
Junto com essa imagem tinha uma instalação com sal e terra mesmo além de uma série de fotografias de fases dessa instalação. Muito bonito mesmo.

Thaís Behar

Viagem


Gente, desculpem a demora pra postar aqui no blog, mas final de período é fogo!
Bom.. Agora pretendo postar com mais frequência hehe.
Na viagem à São Paulo, eu visitei vários museus e exposições. Vi muita coisa interessante que quero mostrar a vocês, começando pela obra de Amílcar de Castro que tanto falei xD
Esse é o parque Ibirapuera, a escultura de Amílcar está logo no primeiro plano, e mais ao fundo estão esculturas de outros artístas.

Thaís Behar

terça-feira, 8 de julho de 2008

CONVITE

O NAC - Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba inaugura, em comemoração aos 30 anos de sua fundação, a exposição intitulada Integração 275. Será no dia 9 de julho de 2008, às 20h.

Com foco em Arte contemporânea, a exposição apresenta desenhos, instalações, fotografias, objetos, esculturas e Livros de Artistas, obras realizadas durante o último semestre letivo pelos estudantes dos cursos de artes visuais e educação artística da UFPB.

A mostra segue aberta ao público até o dia 29 de agosto, de segunda à sexta das 08h às 12h e das 14h às 17h.

O NAC fica localizado na Rua das trincheiras, 275. centro. João Pessoa-PB.
Para mais informações: (83) 3221-9630.

Email: nactrincheiras@hotmail.com

Coordenação: Profª Marta Penner /88763988
Vice Coordenador: Prof. Marco Aurélio Damasceno
Montagem: Prof. Marco Aurélio Damasceno
Profª Marta Penner

Produção: Fabrícia Jordão
Raquel Stanick
Séphora Anacleto

Realização: UFPBPRACCOEXNAC

Postado por: Sandra Valéria

domingo, 29 de junho de 2008

Criação e conexão

Turma,
entrei no site do Itaú Cultural e consegui baixar a versão impressa da revista Continuum. Está em PDF. Essa edição aborda o seguinte:

"O artista não está só. Por trás de qualquer trabalho, mesmo que realizado de maneira individual, existe uma rede de pessoas ou objetos que, direta ou indiretamente, auxiliam na criação da obra. São essas ligações o tema de junho da Continuum Itaú Cultural. Sob o título Criação e conexão, a edição aborda os fatores relevantes para o processo criativo na arte".

Vale a pena lê-la!!!

PARA ACESSAR:

http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2689

Bom proveito!!!
Sandra Valéria

domingo, 15 de junho de 2008

Mais uma foto da turma


Mais uma foto apresentando a turma! Tivemos apresentações de trabalhos sobre imagens de crianças do seguinte período: do séc. XVI ao ano de 1989.
Por: Sandra Valéria

Essa é a nossa turma_Artes Visuais_UFPB


Aula da disciplina - História do Ensino das Artes Visuais. O professor? É o Erinaldo Nascimento. Dia 04 de junho de 2008. Grande momento!!!
Por: Sandra Valéria

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Arte para Platão

Como prometí estou postando um breve apanhado do que tenho sobre a classificação política de Platão quando o faz através de sua alma .

"... os males não cessarão pra os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos chegue ao poder, ou antes, que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente". (Platão).

Esta afirmação de Platão deve ser compreendida baseado na teoria do conhecimento, e lembrando que o conhecimento para Platão tem fins morais. Mas cumpre ressaltar outro aspecto: Platão acreditava que existiam três espécies de virtude baseada na alma.

  • A primeira virtude era a da sabedoria, deveria ser a cabeça do Estado, ou seja, a governante, pois possui caráter de ouro e utiliza a razão.
  • A segunda espécie de virtude é a coragem, deveria ser o peito do estado, isto é, os soldados, pois sua alma de prata é imbuída de vontade.
  • E, por fim, a virtude da temperança, que deveria ser o baixo-ventre do estado, ou os trabalhadores, pois sua alma de bronze orienta-se pelo desejo das coisas sensíveis.

Um comentário meu:

Agora onde fica o artista neste contexto? Lembremos que o conhecimento, para Platão, reside na alma. E que tudo que existe nesse mundo real é imperfeito. Tudo o que vemos e tocamos como o corpo, os objetos, o que produzimos como a arte e/ou artesanato se trata de um sombra, uma "leve" reprodução do que há no mundo das idéias, onde tudo é perfeito. O verdadeiro conhecimento, o considerado perfeito é o que resultava da épisthéme (verdadeiro conhecimento). A arte resulta da téchne (técnica), é copiada do mundo das idéias. Então, para Platão, a arte é uma cópia. Portanto, imperfeita. Resta assim o terceiro lugar para a arte e/ou artesanato no pódium das almas de Platão.

E para melhor explicar: Para Platão, o primeiro e fundamental problema da política é que todos os homens acreditam-se capacitados para exercê-la, o que lhe parece um grave equívoco, pois ela resulta de uma arte muito especial. Distingue então três tipos de artes:

1 - aquelas que ele chama de auxiliares (que podemos classificar como as de ordem técnica, como o artesanato, a marinhagem, o pastoreio, etc...);

2 - em seguida vem as artes produtoras (o plantio, a tecelagem, o comércio, etc..), e por último:

3 - a arte de saber conduzir os homens, que seria a política propriamente dita, superior a todas as outras.

Abraço a todos!!

Por Beto Câmara