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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Escolanovismo


Influenciado pelo filosofo-pedagogo americano John Deway, Rui Barbosa inseriu ,aqui no Brasil, o Movimento da Escola Nova.
Esse movimento cortou os laços com os métodos pedagógicos tradicionais e abriu as portas para uma nova metodologia onde o ator principal nessa história era a criança.

Nesse movimento educacional prevalecia a liberdade e auto-expressividade da criança, e ao contrário de outras épocas, a criança era respeitada
principalmente pela sua autenticidade.

A arte, nesse período, era expressa em trabalhos manuais onde os alunos desenvolviam sua auto-expressividade e satisfaziam sua vontade de fazer 'melequeiras' em meio a muito papel e tinta colorida.

imagem: http://i180.photobucket.com/albums/x138/friburgo/Casinha%20Pequenina/artecp.jpg
fonte de pesquisa:
http://www.envolvartes.blogspot.com/ http://pedagogia.brasilescola.com/gestao-educacional/escola-nova.htm
http://www.centrorefeducacional.com.br/aniescnova.htm
texto:
Danielle Costa



Danielle Costa

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Escolanovismo

Achei muito interessante o comentário de Sandra sobre o método Montessori e gostaria de contribuir com sua explanação. Maria Montessori atendia a portadores de necessidades especiais a mesma utilizava um método para educar essas crianças e tinha uma excelente resposta então achou que se aplicasse tais teorias em crianças que não tivessem dificuldades de aprendizagem elas dariam um resposta ainda melhor, então começou a enfatizar a repetição e os movimentos motores com muita perfeição através dos movimentos e sons. Um dos exercícios mais comuns do método era a lição de três tempos onde as crianças repetia os sons da palavra por três vezes seguidas e o da linha onde os meninos andavam por sobre uma linha desenha no chão este movimento era exclusivo para a concentração, ela observou que as crianças ao se equilibrarem em algo ficava mais calmas. A mesma realizava suas atividades em sua instituição um orfanato. As atividades domesticas eram bastante utilizadas por Montessori que estimulava as crianças a disciplina.

... a centralidade da criança nas relações de aprendizagem, o respeito às normas higiênicas na disciplinarização do corpo do aluno e de seus gestos, a cientificidade da escolarização de saberes e fazeres sociais e a exaltação do ato de observar, de intuir, na construção do conhecimento do aluno. (Vidal, 2003, p. 497)

Esta citação poderia muito bem ter sido escrita por Montessori, pois todos os seus princípios se encaixam perfeitamente nestas palavras, o escolanovismo traz tais conceitos para o Brasil por pessoas como: Anísio Teixeira, Roquette Pinto, Mario Casassanta, Cecília Meirelles e vários outros.

Mary Tacyana

VIDAL, Diana Gonçalves. Escola Nova e processo educativo. In: LOPES, Eliane Marta, FIGUEIREDO, Luciano e GREIVAS, Cynthia (orgs.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 3ª. Ed., 2003

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Escola Nova e o Método Montessori

"O potencial de aprender está em cada um de nós."
Maria Montessori

Na última aula refletimos sobre - Escola Novismo. Chamou-me a atenção o tipo de enfoque dado a criança (o respeito a sua personalidade). Nela era enfatizado a criança natural, mas não eram consideradas as questões sociais e culturais das mesmas. Que sabemos que interfere, sim, em sua formação. A escola era tida como uma comunidade em miniatura, proporcionando às crianças um contato com atividades manuais, motoras ou construtoras (atividades presentes no cotidiano). A arte ainda está ligada ao sentimento, a forma de expressão.

Lembrei-me da Pedagogia de Montessori.

O método foi criado por Maria Montessori (1870 - 1952). Ela doutorou-se em medicina pela Universidade de Roma. Aos 25 anos começou a dedicar-se às crianças com necessidades especiais. Se destacou porque também fazia oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança

Segundo a professora Vera Lúcia, a metodologia Montessori tem doze pontos:

1 - Baseia-se em anos de observação da natureza da criança por parte do maior gênio da educação desde Froebel.

2 - Demonstrou ter uma aplicabilidade universal.

3 - Revelou que a criança pequena pode ser um amante do trabalho, do trabalho intelectual, escolhido de forma espontânea, e assim, realizado com muita alegria.

4 - Baseia-se em uma necessidade vital para a criança que é a de aprender fazendo. Em cada etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.

5 - Ainda que ofereça à criança uma grande espontaneidade consegue capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, ou até mesmo níveis superiores de sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos.

6 - Consegue uma excelente disciplina apesar de prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Explica-se tal fato por tratar-se de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não imposta de fora.

7 - Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança, concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica, permitindo-se à criança uma grande margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.

8 - Permite ao professor tratar cada criança individualmente em cada matéria, e assim, fazê-lo de acordo com suas necessidades individuais.
Cada criança trabalha em seu próprio ritmo.

9 - Não necessita desenvolver o espírito de competência e a cada momento procura oferecer às crianças muitas oportunidades para ajuda mútua o que é feito com grande prazer e alegria.

10 - Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida.

11 - O método Montessori se propõe a desenvolver a totalidade da personalidade da criança e não somente suas capacidades intelectuais.

12 - Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação e de escolhas independentes e os componentes emocionais.



Postado por: Sandra Valéria

Escolanovismo


Com o Escolanovismo, passou-se a prevalecer a liberdade e a auto-expressividade, com as crianças inseridas no cerne da ação educativa, enfatizando, destarte, a construção infantil natural personalíssima.

Deve-se ressaltar que o ensino artificial e verbalista fora efetivamente afastado. Ao revés, o bom sujeito docente era o articulador do desenho com trabalhos manuais.

A arte era traduzida, em verdade, nos trabalhos manuais.

Atentemos, nesse diapasão, ao entendimento da Professora Amélia Hamze (UNIFEB, CETEC e FISO – Barretos) - http://pedagogia.brasilescola.com/gestao-educacional/escola-nova.htm:

“Na essência da ampliação do pensamento liberal no Brasil, propagou-se o ideário escolanovista. O escolanovismo acredita que a educação é o exclusivo elemento verdadeiramente eficaz para a construção de uma sociedade democrática, que leva em consideração as diversidades, respeitando a individualidade do sujeito, aptos a refletir sobre a sociedade e capaz de inserir-se nessa sociedade Então de acordo com alguns educadores, a educação escolarizada deveria ser sustentada no indivíduo integrado à democracia, o cidadão atuante e democrático.
Para John Dewey a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a própria vida. Assim, a educação tem como eixo norteador a vida-experiência e aprendizagem, fazendo com que a função da escola seja a de propiciar uma reconstrução permanente da experiência e da aprendizagem dentro de sua vida. Então, para ele, a educação teria uma função democratizadora de igualar as oportunidades. De acordo com o ideário da escola nova, quando falamos de direitos iguais perante a lei, devemos estar aludindo a direitos de oportunidades iguais perante a lei.”
Carlos Nazareno Pereira de Oliveira

domingo, 10 de agosto de 2008

Escolanovismo

Baseada na nossa última aula (06.08), eu andei pesquisando sobre o Escolanovismo e aqui vão algumas de minhas considerações e dicas de sites de onde pesquisei.

A Escola Nova veio contrapor-se ao idéario tradicional e às práticas pedagógicas vigentes. Dessa vez, o aluno seria o foco principal do estudo do ensino, ele seria respeitado quanto à sua personalidade, porém, também deveria ser disciplinado interiormente. Acreditavam que o desenho e os trabalhos manuais deveriam satisfazer as principais nececissades e interesses de uma criança, pois a arte "fala direto ao coração do povo", é um agente de sentimentos.

Sites sobre a Escola Nova:
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070312105934AAR6RTw
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_c_pedagogia_escolanovista.htm
http://www.centrorefeducacional.com.br/aniescnova.htm

Muito interessantes, vale a pena dar uma olhada, mesmo que seja à título de curiosidade.

Thaís Behar

terça-feira, 29 de julho de 2008

Lowenfeld

"Viktor Lowenfeld e Lambert Brittain - Desenvolvimento da Capacidade Criadora


Qualquer professor deveria ler este livro. L. e B. apresentam aqui os motivos e importância da expressão artística para o desenvolvimento das capacidades intelectuais das crianças e jovens.Na verdade o currículo é uma chatice e as crianças perdem a sua criatividade com a quantidade de coisas que têm que aprender (decorar) e que não lhes serve para nada e pior ainda, não aplicam os conhecimentos no concreto das suas necessidades, o exercício intelectual.
Numa das primeiras partes do livro L. e B. falam-nos do significado da arte para as crianças. Eles consideram que "A criança é um ser dinâmico; para ela, arte é uma comunicação de pensamento. Vê o mundo de forma diferente daquela como o representa e, enquanto desenvolve, sua expressão muda." por isso a interferência do adulto na expressão artística da criança deverá ser reflectida. "O entusiasmo de alguns professores, pela a maneira intuitiva como as crianças pintam, leva-os a impor-lhes seus próprios esquemas de cores, de proporções e da maneira de pintar. Desta discrepância entre o gosto adulto e o modo como a criança se expressa surge a maioria das dificuldades que impedem as crianças de usar a arte como verdadeiro meio de auto expressão." L. e B. dão ênfase ao processo "O importante é o processo da criança - o seu pensamento, os seus sentimentos, as suas percepções, em suma, as suas reacções ao seu ambiente." Õ professor tem o papel de criar situações estimulantes para um desenvolvimento criativo, tendo em conta que "Cada criança revela seus interesses, sua capacidade, seus recursos e seu envolvimento na arte, embora isso, em alguns casos, tenha poucas relações com a "beleza"."
L e B analisam os vários estádios de desenvolvimento criativo, foco-me naquele que é a das crianças da idade do 2º ciclo - "O alvorecer do realismo: a idade da "turma"". Onde uma série de características do traço são comuns e persistentes nesta idade e seus significados - "O significado da Cor" "O significado do espaço" "O significado do traçado". Apresentam também variadas temáticas a trabalhar com as crianças desta idade para estimular a expressão artística. Consideram eles que é importante encorajar o trabalho de grupo e a cooperação entre os alunos.L. e B. consideram a arte fundamental no desenvolvimento das crianças, dado que esta é uma forma da criança ter consciência de si própria e que " A educação artística pode proporcionar a oportunidade de aumentar a capacidade de acção, de experiência, de redefinição e a estabilidade que é necessária numa sociedade cheia de mudanças, de tensões e incertezas."Nesta perspectiva considero que é importante a vivência artística das crianças, fazendo acontecer situações que colocam a criança a expressar-se e a manipular materiais artísticos variados. No entanto acho pouco importante uma exigência técnica na manipulação de materiais e de acordo com as metodologias propostas por L. e B. permitir o diálogo sobre os processos e sentimentos. "


Por Beto Câmara